quarta-feira, 27 de maio de 2009

O Cavalete a cores



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Trabalhos realizados pelos alunos da turma do 9ºD, da Escola Secundária de S. Pedro da Cova.


CS

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Urgente preservar a Memória

Foi uma noite memorável. Quantas vezes duas centenas de pessoas se reuniram para conversar sobre as suas raízes, as ruínas de um tempo que marcou as suas vidas?

Aconteceu a 18 de Abril de 2009, na Cripta da Igreja Matriz de S. Pedro da Cova. Quase dois séculos depois da abertura das minas de carvão que projectaram este lugar recôndito dos arredores da cidade do Porto, encaixado num vale de íngremes montanhas, na história económica e social da Penísula Ibérica, uma assistência entusiasmada aplaudiu o Manifesto em Defesa do Património Histórico-Cultural de S. Pedro da Cova e assistiu, comovida, ao documentário que Rui Simões realizou nos anos setenta sobre as minas de carvão e os que nela trabalharam.

No final, e antes de João Carneiro, na flauta, bem acompanhado à viola, e Vasco Balio, com a sua guitarra e harmónica, nos terem deliciado com interpretações de chorinhos brasileiros e canções da sua autoria, o investigador Rui Fonseca falou da importância da preservação do património arqueológico de S. Pedro da Cova e o Director do Arquivo Nacional da Torre da Tombo, Silvestre Lacerda, evocando o Dia Internacional dos Museus, insistiu na imprescindibilidade da criação de um museu territorial que preservasse, não apenas o Cavalete de S. Vicente, mas também todo o espaço e testemunhos do complexo mineiro.





CS & EVV

quarta-feira, 11 de março de 2009

MULHERES MINEIRAS DE S. PEDRO DA COVA - Exposição fotográfica


Com base na obra de Maria Lamas, As mulheres do meu país, a Biblioteca da Escola Secundária de S. Pedro da Cova e a Junta de Freguesia promovem uma mostra fotográfica inspirada na recolha efectuada por aquela autora na primeira metade do século XX, nas Minas de S. Pedro da Cova. Maria Lamas percorreu o país de Norte a Sul, incluindo Açores e Madeira. Deslocou-se às mais remotas aldeias, entrevistou e fotografou as mulheres, os seus trajes, os seus rostos marcados pelas agruras de um trabalho pesado e parcas condições de vida.





Nestas fotos que retiram do silêncio as vozes de Maria Tagarela e outras trabalhadoras das Minas de Carvão de S. Pedro da Cova, as mulheres britam o carvão, transportam-no à cabeça e empurram enormes e pesadas vagonetas, como se vê na magnífica fotografia que se segue e que pode ser apreciada, entre muitas outras, até 13 de Março, no átrio da Escola Secundária de S. Pedro da Cova.

EVV

sexta-feira, 6 de março de 2009

"O que resta das minas de S. Pedro da Cova não pode desaparecer!"


Jornal de Notícias, 6 de Março de 2009

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CS

domingo, 1 de março de 2009

O que pesa é o silêncio






Na capa da revista Fugas do Público de ontem, 28 de Fevereiro, vinha uma imagem de um campo de concentração da Segunda Guerra Mundial com o título Turismo Trágico. Não pude, em certo sentido, deixar de fazer uma associação com as Minas de S. Pedro da Cova. Primeiro porque, como vamos ouvindo dos depoimentos que recolhemos, “ se a mina matava a fome a muita gente, também era local de sofrimento pelas circunstâncias duras em que as pessoas trabalhavam”; segundo, pelas condições actuais de degradação em que o complexo mineiro se encontra e que não deixam de sublinhar o quão trágico é para um povo a perda de memória do seu passado.

Se quiser arriscar um turismo trágico cá dentro, visite as antigas instalações das Minas de S. Pedro da Cova, a 8 quilómetros do Porto, e pode desfrutar de emoções de monumentalidade, de surpresa e de pesar. Tudo isso ligado ao trabalho e à produtividade que é o que se continua a pedir aos portugueses.

Texto e foto: CS